• A voz do inconsciente é sutil, mas ela não descansa até ser ouvida

    Sigmund Freud
  • Acordar para quem você é, requer desapego de quem você imagina ser

    Allan Whatts
  • O pensamento é ensaio da ação

    Sigmund Freud
  • A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos estintos

    Sigmund Freud
  • A angustia não se resolve, se dissolve nas palavras.

    Jacques Lacan
  • Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele.

    Henry Ford
  • A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar.

    Dom Hélder Câmara
  • Todo amor é recíproco, mesmo quando não é correspondido.

    Jacques Lacan
  • Penso onde não sou, portanto, sou onde não penso.

    Jacques Lacan
  • Se as coisas vão mal fora de você, é porque tem á alguma coisa errada dentro de você mesmo.

    Henry Ford
  • Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.

    Sigmund Freud
  • Amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer.

    Jacques Lacan

Sala de Leitura > A Clínica e o Impulso de Retorno ao Útero

Há uma característica no ser humano que é o impulso de retornar ao útero. Na maioria das vezes esse impulso é percebido, través de brincadeiras, fantasias inconscientes, lendas e mitos. Em situações de perigo, também é comum que o indivíduo procure a posição fetal. Isso é notado clinicamente em algumas pessoas.

O útero seria então um lugar seguro, de acolhimento e proteção. Assemelhando-se ao útero, a clínica (consultório), possibilita que o paciente sinta-se seguro para regredir e viver com o analista emoções possíveis de serem interpretadas.

Assim, através dessa interação, o sujeito, encontra uma maneira de reestruturar o seu emocional, abandonando defesas prejudiciais e alcançando uma proteção interior. Dessa forma, o útero seria então um lugar de suprimento, onde se busca a energia necessária, um reencontro consigo, um renascimento, saindo dessa experiência então, mais forte e renovado.

Por outro lado, algumas culturas, principalmente as mais primitivas, visam afastar o menino guerreiro do seio materno como forma de fortalecimento e de sair de uma posição de dependência. Na menina a identificação com a mãe é automática, enquanto que no menino, para acontecer à identificação com o pai, é preciso uma separação traumática com a mãe.

Talvez o temor dessas culturas, seja o fato da mulher estar associada historicamente com o poder de permitir o retorno ao útero (permitir entrar e sair), consequentemente pode haver o medo da perda da identidade.

Esse encontro é entendido como uma violência primária, porém necessária para a estruturação do sujeito (Aulagnier, 1990). Porém se essa violência perdura mais do que o necessário, instala-se o que o autor vai chamar de violência secundária que pode acarretar em sério risco de comprometimento psíquico.

A igreja pode também ser vista como um segundo útero, mas que vem perdendo forças e fieis no sentido que tem se separado de rituais, o místico atrai, nos povos primitivos a comunidade e a cultura sobressaiam à pessoa. Atualmente é a pessoa que sobressai sobre a cultura e a comunidade. (cada um por si).

Muitos mitos falam dessa fantasia de retorno ao útero: O mito bíblico de Jonas engolido pela baleia; o mito de Teseu e o minotauro, o mito da esfinge entre outros. A boa mãe então é aquela que auxilia o filho a não ficar em uma posição de dependência oferecendo-lhe meios de sair de tal aprisionamento e alçar novos voos.

Assim é também com a análise, não se pode criar dependentes, mas analisantes, sujeitos capazes de começar e terminar, o analista auxilia nesse processo, mas são os sujeitos que encontram em si as respostas e a direção para sua cura.

"baseado no texto de: Pacheco e Silva, A.C.F, 2002."

Ana Sardinha

Voltar

Fale Comigo